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quinta-feira, maio 15, 2003


A
Novae abre espaço ao escritor Austregésilo Carrano Bueno, autor do livro que deu origem ao premiado filme "O Bicho de Sete Cabeças" na sua luta jurídica contra os responsáveis pelo violento tratamento psiquiátrico que sofreu dos 17 até quase os 21 anos. Embate desigual que só a disseminação incansável na Web pode ter chance de reverter.

Ao lançar o meu livro "Canto dos Malditos", (base do filme BICHO DE SETE CABEÇAS de Lais Bodanski) biográfico do período que estive internado durante três anos e meio, dos 17 anos até quase os 21 anos, em quatro chiqueiros psiquiátricos brasileiros, já imaginava que estava comprando uma guerra. Guerra injusta, pois iria enfrentar pessoas poderosas financeiramente e que possuem até os dias de hoje um grande poder de ser intocáveis perante a Lei da sociedade brasileira.

E na comunidade em que convivo são de famílias poderosas que têm influência e poderes irrestritos no jurídico, legislativo e nos poderes executivos. E também são profissionais da área da saúde mental, que adquiriram poderes magistrais graças a uma ignorância quase generalizada de uma sociedade que sempre se colocou como omissa a tanta crueldade e violência que são praticadas dentro das nossas instituições psiquiátricas.

Violências das mais cruéis que chegam a inutilizar pessoas; condenação a passar o resto de seus dias dentro dessas instituições; milhares foram e são torturadas, mortas sem o menor senso de responsabilidade até hoje. Somos currados em todos os direitos de cidadão pela omissão social e desleixos profissionais que nos usam até como cobaias humanas, em suas prisões intituladas de Instituições Psiquiátricas e vulgarmente chamadas de Hospícios. Nos tiram a razão, nos transformando em bestas humanas onde não sabemos mais quem e o que somos, na forma de uma dupla prisão: física e química. E quando chega um livro escrito de dentro dessas instituições para fora delas, relatando uma verdade insofismável, pois basta apenas fazer uma visita surpresa a qualquer instituição do gênero para constatarmos esta nua, violenta e criminosa realidade.

O que esta sociedade omissa permite fazer? Cassar o livro, com alegações fajutas de injuria e calúnia a esses profissionais que são já condenados pela ética, e por suas próprias ações de desleixos e torturas com seus pacientes. Basta um pouco de conhecimento sobre o histórico recente dessas instituições psiquiátricas que são verdadeiros depósitos de pessoas altamente drogadas, confinadas, torturadas. E muitas são abandonadas pela própria família e omissão social. Verdadeiros crimes contra o cidadão e a humanidade. E quando alguém traz à tona esta verdade palpável, visível a olho nu, basta querer e ter a sensibilidade e senso de humanidade para deixar de se fazer de desentendidos e coniventes.

O que esta sociedade omissa permite fazer? Condenam o escritor e ex-paciente psiquiátrico a ser condenado mais uma vez. Estou condenado a pagar sessenta mil reais aos meus torturadores, nunca tive tamanha quantia de dinheiro em minha vida, mas eles querem essa indenização estipulada pelo Tribunal de Justiça do Paraná, pois eles são intocáveis e isentos de dúvidas sobre qualquer de suas ações.

Esta isenção patrocinada e comprada vergonhosa e abertamente pelo poder econômico dessas famílias e de profissionais psiquiatras que se sentem ameaçados por esta verdade que o livro mostra. Mas o que mais dói é a omissão social que com este ato se tornam coniventes com essas ações de confinar, drogar e torturar pessoas. Pois sabemos que confinar, prender pessoas e drogá-las não é tratamento e sim tortura das mais cruéis e dignas de punições jurídicas, ou seja, cadeia.

Em sociedades de países já com algum avanço nesta área da psiquiatria, já tem casos de condenações de profissionais por seqüelas, traumas, torturas psiquiátricas e suicídios de pacientes, inclusive com altas indenizações financeiras para as vítimas. Por que na sociedade brasileira estas graves questões são deixadas de lado, e a sociedade se mostra conivente com ações que são crimes, e dificultam a apuração de responsabilidades até nos meios jurídicos brasileiros, por quê? Agora quando alguém declara abertamente e cobra essas responsabilidades, até acorrentando-se em protestos em frente aos Tribunais Judiciais estadual e federal, tentando chamar a atenção para esses crimes, o que a sociedade brasileira faz? Vão julgá-lo agora mais uma vez.

Toda a vez que falar de sua sina de tortura, aviltação, humilhação, risco de vida, por ter seus estudos e formação profissional interrompidos pelo erro grosseiro que foi a sua internação. Submetido ao mais violento tratamento psiquiátrico que é a eletro- convulsoterapia, que foram 21 eletrochoques aplicados a seco, como experiência humana numa voltagem de 180woltz a 460woltz aplicado nas têmporas, onde deixaram seqüelas físicas e traumas psicológicos. Toda a vez que eu mencionar essas torturas e os nomes dos hospitais psiquiátricos, da Federação Espírita do Paraná que é dona de um desses hospitais, o nome dos médicos-psiquiatras que me torturaram, exigem R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia de indenização, ou que eu seja preso em cadeia comum. Serei julgado pela terceira vez no dia 23 de maio de 2003, as 14:30 horas na 5º Vara Civil do Fórum de Curitiba, capital do Estado do Paraná, Brasil.

O que se pode fazer para reverter esta perseguição indecente que o Lobby da Psiquiatria e familiares dos mesmos vem fazendo em cima da minha pessoa e de minha obra. Obra literária que originou o Filme " Bicho de Sete Cabeças ‘, que ganhou oito prêmios internacionais, e quarenta e três prêmios nacionais. Tornou-se um dos filmes mais premiados da cinematografia brasileira. Ganhei com tudo isso menos de vinte mil reais, pagos desde o ano de 2000. Dessa grana os processos que respondi, já levaram tudo, e estou até devendo.

Mas o que se pode fazer para reverter esses processos? Quem se sensibilizar por esta causa é divulgar ao máximo este texto. Enviar e-mail, cartas, telegramas, telefonemas, abaixo-assinados repudiando essas ações e condenações impostas a mim, para o Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Supremo Tribunal Federal em Brasília, para O.N.Gs nacionais e internacionais. Imprensa no geral. Associações de Direitos Humanos.

Os abaixos-assinados podem ser mandados para o endereço:

Rua José Culpi nº 437 Bairro: Santa Felicidade Curitiba-Pr-Brasil CEP: 82400-370.

Antes da data de julgamento que é 23/05/2003. Fico em aberto para sugestões que nos possa a ajudar e abrir um precedente na questão da responsabilidade psiquiátrica. Pois a minha primeira ação foi pedindo indenização financeira pelos mau tratos, torturas, risco de vida, e experiências de que fui vítima. Foi o primeiro processo de indenização por erro médico-psiquiátrico na história forense brasileira. Só que de vítima passei a réu, me condenaram a pagar os sessenta mil reais já mencionados no texto. Mas este processo não pode ser o único, espero que outros que também foram aviltados, torturados e etc, tenham coragem e exijam seus direitos juridicamente de cidadãos.

Para quem quiser consultar os meus processos, segue o nº dos mesmos:

1º Ação condenado a pagar sessenta mil reais, nº 154970-0/02 , Segunda Instância. Tribunal de Justiça do Paraná.

2º Ação cassação do Livro "Canto dos Malditos", nº 154/2001 - 8º Vara Civil. Fórum de Curitiba - Paraná - Brasil.

3º Ação proibindo manifestação oral, escrita, em qualquer meio de comunicação, nº 839/2001 ­ 5º Vara Civil. Julgamento no dia 23/05/2003 as 14:00h. Fórum de Curitiba ­ Paraná ­ Brasil.

Austregésilo Carrano Bueno é escritor - Fotos de divulgação do filme "O Bicho de 7 Cabeças"

Link original http://www.novae.inf.br/ativismo/perseguido.htm




Falei e Disse as 10:51 da manhã
quarta-feira, maio 14, 2003
**MÁSCARAS**

Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro e logo descubro que só atraio a outros mascarados, distanciando-me dos outros devido a um estorvo: A máscara.

Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.

Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e sim, da máscara.

Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.

Faço-o convencido de que é melhor que posso fazer para ser amado e logo descubro o triste paradoxo;
o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas.

Gilbert B. Lazan

Falei e Disse as 5:49 da tarde
terça-feira, maio 13, 2003
**MUNDO BIZARRO**

Re-descobri o blog do meu idolo
Allison Gothz e vejam as perólas que eu encontrei lá... Visitem este e depois este link.

Se, após estas sessões vc estiver bem, navegue pelo site tb....

Que bom que achei Allison de novo!!!!!


Falei e Disse as 3:07 da tarde
**PENSAMENTO**

O ciclo infinito de idéias e ação,
Infinita experiência, infinita invenção,
Traz o saber do movimento, mas não da paz.
Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?"

T.S. Eliot - The Rock





Falei e Disse as 9:52 da manhã
segunda-feira, maio 12, 2003
**COMO EVITAR SPAMMERS**

Luiz Henrique dá as dicas em seu blog....


Falei e Disse as 12:46 da tarde
**OS ADULTOS SÃO TÃO BOBOS...

Luiza, do alto dos seus cem anos, não gostava dos adultos. Com eles era ríspida, malcriada, sarcástica e (por que não?) dissimulada. Dizia que eles lhe provocavam gazes. E não sei se por verdade ou encenação, costumava arrotar e soltar puns fedorentos quando algum adulto lhe tomava o tempo! Gostava mesmo era de crianças. Adorava conversar com elas e trocar guloseimas. Bem verdade que nas horas das trocas, Luiza se aproveitava da idade e trocava um biscoito por dois chocolates e cinco balas puxa-puxa (tinha todos os dentes,inclusive um de leite!). Mas as crianças não ligavam para estas pequenas chantagens anciãs. Trocavam de bom grado. Luiza, do alto (ou baixo?) dos seus cem anos sorria com a boca escorrendo açúcar... Quando fiz treze anos, Luiza começou a me olhar de esgueira. Intensificou as trocas e, propositalmente, passou a trapacear com mais frequência. Me dava um biscoito e ficava só esperando. Respirava aliviada quando eu lhe retornava três pirulitos, um chocolate e um coração de abóbora. Não dizia uma palavra. Escorria o açúcar e me dava um beijo. Aos dezoito anos, intrigada pelas trocas diárias, acabei lhe indagando pela razão dos "ufas" e de tantas trocas. Luiza, limpando a boca com a barra da saia me respondeu:

- Eu só estou me certificando de que você não cresceu!

Me disse isso e mais nada. Retornou ao açúcar e a sua colcha de retalhos. Morreu pouco tempo depois, dormindo. Não tomou café com leite com todos da casa. Preferiu os sonhos que os anjos acabavam de assar para ela!

Marcia Frazão



Falei e Disse as 12:33 da tarde



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